Semana contra a Democracia dos Massacres

MASSACRES_1-1

Aos Anarquistas Contra o Racismo – ACR,
À Campanha “Eu pareço suspeito?”,
À Campanha Contra a Faxina Étnica dos Círculos Palmarinos,
À Campanha Contra o Extermínio da Juventude,
À Campanha Contra o Genocídio da Juventude Negra,
À Central de Movimentos Populares (CMP),
Aos Coletivos de Comunicação Independente e Popular,
Ao Coletivo Menos Letais,
Ao Coletivo PESO,
À Comissão Estadual de Mortos e Desaparecidos de SP,
À Comissão Guarani Yvyrupa,
Aos integrantes do Comitê Contra o Genocídio da População Preta, Pobre e Periférica,
Ao Comitê pela Desmilitarização da Polícia e da Política,
Ao Comitês Populares da Copa de São Paulo,
Ao Cordão da Mentira – Quando vai acabar o Genocídio Popular?,
À Defensoria Pública de SP e aos Coletivos de Juristas Críticos de SP,
Ao Encontro Popular de Direitos Humanos e Segurança Pública – ENPOSP
Ao Fórum Municipal do Hip-Hop de SP,
Ao Fórum Popular de Saúde de SP,
À Frente Estadual de Luta Contra a Repressão,
À Marcha Mundial de Mulheres,
À Marcha das Vadias,
Ao Movimento Passe Livre São Paulo,
Ao Movimento dos Trabalhadores da Cultura – MTC
Ao Movimentos e Posses de Hip-Hop de São Paulo,
Às Organizações de Direitos Humanos realmente comprometidas com a Vida,
Às Pastorais Carcerária, do Trabalhador, da Juventude e das Favelas,
Ao Protesta,
À Rede Cultural de Solidariedade Autônoma – RECUSA,
À Rede de Mães e Familiares de Vítimas da Violência do Estado,
À Rede Estadual de Advogados e Advogadas Ativistas Populares,
Rede de Comunidades do Extremo Sul,
Aos Saraus Periféricos,
E a todos os demais movimentos e iniciativas populares de resistência ao genocídio de trabalhadores pobres, pretos e periféricos,

Faz frio em São Paulo, mas para nós não está tudo bom. Junto com a primavera, outubro traz também a memória de duas datas importantes: o dia 2 marca os 21 anos do Massacre do Carandiru, e no dia 5 completam-se 25 anos da Constituição Federal. Consideramos estas duas datas bastante simbólicas do processo de violação de direitos e de extermínio que os de baixo vivenciam cotidianamente em nosso país.

Sendo assim, nos pareceu este um momento propício para colocarmos na rua os primeiros passos públicos de uma articulação autônoma e horizontal que vem se organizando já há alguns meses para discutir a urgência da desmilitarização da polícia e de nossa sociedade. Composta por Coletivo DAR; Comitê contra o Genocídio da População Preta, Pobre e Periférica; Frente de Escracho Popular; Mães de Maio; Margens Clínicas; Periferia Ativa, Rede 2 de Outubro, e também por uma  série de indivíduos, esta articulação não é uma instituição e nem pretende fazer disputa política no sentido de autoconstrução ou disputa de espaço: queremos fortalecer o livre debate em busca da mudança da mentalidade militarista, e também fomentar ações diretas e autônomas que trabalhem neste sentido.

A partir deste entendimento, e sabendo que existem inúmeras ações, articulações, redes e iniciativas responsáveis e sérias já trabalhando no mesmo sentido em que buscamos caminhar, gostaríamos de convidá-los a se somarem e a contribuírem com a SEMANA CONTRA A DEMOCRACIA DOS MASSACRES, que organizaremos a partir do dia 2 de outubro e cuja programação segue abaixo. E também para traçar possíveis futuras estratégias de trabalho conjunto, sempre respeitando o tempo e as formas de luta de cada um.

Em 2 de outubro de 1992, no mínimo 111 homens presos e desarmados foram brutalmente executados por policiais militares fortemente armados, fato nomeado historicamente como o “Massacre do Carandiru”. Passados 21 anos, o Estado não se responsabilizou por seus atos e a política de encarceramento em massa segue escandalosamente dura e desumana. É neste sentido que nos somamos à Rede 2 de Outubro a fim de denunciar e debater as origens e o significado das terríveis condições de encarceramento, do caráter seletivo do sistema penal e prisional, do uso desmedido da violência pelo Estado com evidente corte racial e de classe, entre outras graves questões que a lembrança daqueles atos revivem.

Um quarto de século após a aprovação da suposta Constituição Cidadã, seguimos vivendo em um Estado penal-militar que implementa a “democracia dos massacres”. Os ventos de junho trouxeram novas propostas e expectativas, e cabe a nós fazer jus a estas esperanças, atuando não necessariamente a partir de unidades e consensos forçados, mas tendo como base as demandas de resistência e transformação que brotam concretamente de nosso fazer político. O convite não é para formarmos uma organização nem para disputarmos sua direção: convidamos vocês a chegarem junto na luta, a perguntar caminhando, a dizermos chega!

SEMANA CONTRA A DEMOCRACIA DOS MASSACRES

2/10 (21 anos do Massacre do Carandiru)>  PELO FIM DOS MASSACRES:

+ 10h, sindicato dos jornalistas > coletiva de imprensa com atingidos pela violência estatal

+ 17h, MASP> ato indígena> Comissão Guarani Yvyrupa

+ 17h30, teatro municipal> ato contra a militarização da Câmara, comitê contra o genocídio da população pobre e preta
5/10 (25 anos da constituição)> CONTRA O ESTADO PENAL-MILITAR

13h30> tribuna livre sobre o genocídio

15h30> memória e resistência: ato pelo fim dos massacres

EVENTO NO FACEBOOK

Em Memória e Resistência Viva à Chacina de Acari (1990); de Matupá (1991); Massacre do Carandiru (1992); Candelária e Vigário Geral (1993); Alto da Bondade (1994); Corumbiara e Nova Brasília (1995); Eldorado dos Carajás (1996); Morro do Turano, São Gonçalo e da Favela Naval (1997); Alhandra e Maracanã (1998); Cavalaria e Vila Prudente (1999); Jacareí (2000); Caraguatatuba (2001); Castelinho, Jd. Presidente Dutra e Urso Branco (2002); Amarelinho, Via Show e Borel (2003); Unaí, Caju, Praça da Sé e Felisburgo (2004); Baixada Fluminense (2005); Crimes de Maio (2006); Complexo do Alemão (2007); Morro da Providência (2008); Canabrava (2009); Vitória da Conquista e os Crimes de Abril na Baixada Santista (2010); Praia Grande (2011); Massacre do Pinheirinho, de Saramandaia, da Aldeia Teles Pires, os Crimes de junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro (2012), Chacina do Jardim Rosana, Repressão à Revolta da Catraca, Vila Funerária, Chacina da Maré, Itacaré, Viaduto José Alencar em BH, Itapevi (2013)…

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