Vídeo: Penalidade Máxima – Copas da FIFA, Leis de Exceção e Ditaduras

Em nome do Mundial 2014, assistimos à reedição de medidas repressivas, modos autoritários de fazer lucro e, coincidentemente ou não, muitos dos personagens da ditadura continuam aí

Os “anos de chumbo” ainda refletem nos dias atuais? Será que podemos falar de uma “herança” autoritária do Estado brasileiro? A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 têm propiciado a disseminação de medidas repressivas e velhos modos de fazer negócios? A partir de diversos questionamentos, o Comitê Popular de São Paulo resolveu produzir uma série de vídeo-reportagem em homenagem aos 50 anos do golpe civil-militar.

Dividida em capítulos temáticos, a série procura dar conta de aspectos comuns ao período ditatorial (1964) e a execução da Copa do Mundo de 2014.

Muitos dos personagens que apoiaram, e também lucraram, com o governo militar continuam em cena e, coincidentemente ou não, desempenham papel mais do que relevante no Mundial de 2014. São empresários e políticos conhecidos, empreiteiras e redes televisivas que seguem com um modo de ação não tão distinto de décadas atrás.

Da mesma forma que há 50 anos, assistimos a promulgação de leis e medidas infra legais de exceção – entre as quais, a criação de tribunais de urgência para julgar crimes durante o mundial – e forças estatais cada vez mais violentas contra sua população pobre e contra movimentos sociais.

Agora, em 2014, as autoridades brasileiras adotaram a estratégia de inflar os sentimentos nacionais para amenizar a revolta sentida por milhões de pessoas, que saíram às ruas para protestar no ano passado. Será que isso não nos remete à Copa de 1970, quando o governo ditatorial apostou todas as suas fichas na seleção para se promover?

A forma de a mídia tratar aqueles que criticam as políticas estatais e se mobilizam por causas políticas e sociais também não parece ter mudado tanto. Antes, eram chamados de “comunistas”; agora, “vândalos”. Em comum a ambos os períodos, a tentativa de transformar ativistas em “terroristas”.

As semelhanças não se encerram por aqui. Para explorar esse paralelo entre dois momentos históricos, entrevistamos analistas e pesquisamos arquivos.

Para marcar os 50 anos do golpe, lançamos neste primeiro de abril o “teaser” da série de reportagens que vem por aí.

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