Solidariedade aos movimentos criminalizados em Porto Alegre

O Comitê Popular da Copa SP recebe com profunda indignação a notícia sobre perseguição política promovida pelo governo do estado do Rio Grande do Sul (Tarso Genro – PT) contra os movimentos populares, organizações anarquistas, partidos de esquerda e a Ocupação Utopia e Luta em Porto Alegre. Manifestamos total solidariedade ao Comitê Popular da Copa de Porto Alegre, ao Bloco de Luta pelo Transporte Público  e a todxs que não se calam! Fascistas: Não Passarão! #EstadoTerrorista

Entenda o caso:

http://comitepopularcopapoa2014.blogspot.com.br/2013/10/um-dia-de-caca-as-bruxas-em-porto.html

Um dia de “caça às bruxas” em Porto Alegre. #ImaginanaCopa!

O que aconteceu hoje em Porto Alegre (RS) foi algo que qualquer pessoa acharia que não aconteceria em 2013, pleno século 21 e em um estado e em um país que se autoproclamam democráticos. Foi uma uma verdadeira “caça às bruxas”, que fez lembrar ao que acontecia aos militantes, partidos e organizações sociais que se opunham à Ditadura Militar.A Polícia Civil gaúcha, que está sob comando do governo Tarso Genro, invadiu a sede do Moinho Negro (organização cultural) e o Assentamento Urbano Utopia e Luta. Também invadiu casas de militantes do PSOL e do PSTU, individualmente. Relatos de militantes, durante o dia, dizem que policiais rondaram a Via Campesina e o alojamento do MST, em Porto Alegre.

Tod@s, pessoas e organizações que compõem o Bloco de Luta pelo Transporte Público, que tem organizado os protestos pelo passe livre e transporte 100% público.

Matéria do Portal Sul 21 conta um pouco o caso: Polícia Civil faz buscas para investigar militantes do Bloco de Lutas em Porto Alegre

Repudiamos veemente essa ação, que é uma clara demonstração de repressão e criminalização dos movimentos e organizações sociais, dos que lutam por melhores condições de vida, por transporte público e de qualidade, por moradia digna, por saúde e educação pública e de qualidades. As constantes repressões da polícia nas manifestações, seja em âmbito municipal ou estadual, vêm crescendo e também são acompanhadas da perseguição politica e amedrontação das pessoas que se organizam e vão contra a maré.

Isso também é repressão e violência! O que as comunidades da periferia sofrem diariamente e historicamente; o que as comunidades atingidas pela Copa em Porto Alegre também sofrem.

Mas não desistiremos! E iremos nos preparar pois, à medida que nos aproximamos da Copa do Mundo, a repressão tenderá a ficar mais forte, infelizmente. Afinal, nossa luta é legítima!

Clique no link “Mais Informações” para ver as notas de repúdio das organizações:


Sobre a invasão da Polícia ao Centro de Cultura Libertária da Azenha

Retirado do facebook do Moinho Negro
Mais uma vez a repressão deste estado policial bateu a nossa parte. Melhor dizendo, arrombou a nossa porta. Hoje, dia primeiro de outubro, as oito e quarenta da manhã, três policiais da civil arrombaram a porta do Centro de Cultura Libertária da Azenha. Ao escutar o barulho, os moradores da comuna que se localiza em cima do espaço desceram para averiguar, se surpreendendo ao encontrar os policiais na parte de baixo, revirando as coisas do espaço cultural. Possuíam um mandado de busca, e começaram a pegar materiais de propaganda, como cartazes e panfletos. Ligaram o computador da biblioteca e um dos policiais começou a mexer no mesmo. Outra policial começou a mexer nos documentos da associação, e pegou as fichas com os dados dos associados para levar apreendido. Protestamos diante deste fato, dizendo que não fazia sentido levar os dados dos associados ao espaço cultural, e a inspetora, grossa como uma boa policial, declarou que não tinha que dar explicações. Indagamos o delegado e ele nos devolveu os papéis cadastrais, ficando só com os dados do nome de quem aparece no processo. Aprenderam também uma garrafa com solvente de tinta a óleo, que provavelmente irão declarar que se trata um importante ingrediente de algum explosivo.
O mandado policial deixa explícito que estão investigando as organizações políticas que de alguma forma estão inseridas nos protestos deste ano, tentando identificar (leia-se: forjar) uma formação de quadrilha para provocar supostos atos de violência nos protestos.
A declaração da presidente Dilma foi clara: fará o possível e o impossível para que os protestos não adentrem 2014. Traduzindo, repressão, dura e forte, para sustentar este estado futebolístico-policial que está se transformando o Brasil. Invadindo nossas bibliotecas, nossas intimidades, nossos locais de reunião, destroem a falsa imagem que se baseia este estado dito democrático e de direito, onde a suposta associação e organização política são livre e independem de aprovação das forças da ordem. Nossos celulares e internets estão grampeados, para saciar a sede repressiva do governo dito dos trabalhadores, cujas práticas não diferem em nada dos que admitem ser da burguesia, governando para os ricos e espancando, matando e reprimindo os pobres e suas organizações.
“a burguesia certamente deixará o mundo em ruínas antes de abandonar o palco da história. Mas não tememos as ruínas, pois levamos um mundo novo em nossos corações, e este mundo cresce a cada instante.” B. Durruti.
BASTA DE CRIMINALIZAÇÃO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS!
A LUTA NÃO SE REPRIME, PROTESTO NÃO É CRIME!

NOTA DE REPÚDIO À CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS 

O dia 1º de outubro ficará marcado na história dos movimentos sociais e organizações políticas como um dia de repressão contra a luta popular.
Desde o início da manhã, a Polícia Civil começou uma série de ataques às organizações e movimentos sociais que compõem o Bloco de Lutas. Uma série de indiciamentos e acusações veiculadas na grande mídia transmite incessantemente a ideia de que os que lutam são criminosos e quadrilheiros.

REPUDIAMOS VEEMENTEMENTE AS AÇÕES POLICIAS E A ATITUDE DO GOVERNO ESTADUAL EM CRIMINALIZAR A LUTA POPULAR.

Existem diversas formas de luta e todas elas merecem respeito pelos homens e mulheres que estão comprometidos com a transformação radical da sociedade em que vivemos. Por isso, nos solidarizamos com todos os companheiros e companheiras que foram incriminados judicialmente.
E mais uma vez colocamos a questão:

Quem controla a polícia? Se for o governo, mais uma vez estamos diante de quem se coloca como inimigo da luta social; se não há controle do governo, então estamos diante de grupos paramilitares. Exigimos uma retratação do governo do estado.

Nenhum passo atrás na luta.
Pátria Livre! Venceremos!

Porto Alegre, 1º de outubro de 2013.

Levante Popular da Juventude
Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra




URGENTE: Polícia do Rio Grande do Sul invade casas de ativistas e confisca bens

NOTA DO PSTU SOBRE A REPRESSÃO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Nesta terça-feira, 1º de outubro, a polícia do governo Tarso Genro (PT) invadiu a casa de uma série de ativistas do movimento social e de organizações de esquerda na cidade de Porto Alegre (RS). Numa ação absurda, foram invadidas as casas dos militantes Matheus Gomes (PSTU), coordenador do DCE da UFRGS, e Lucas Maróstica (PSOL), ambos do Bloco de Lutas pelo Transporte Público. A polícia também invadiu o espaço cultural anarquista Moinho Negro em busca de computadores e celulares, sob a acusação de formação de quadrilha.Mais uma vez, o governo Tarso reprime e persegue lutadores que participaram ativamente das mobilizações que vem sacudindo o país desde junho. É a mesma postura repressiva que o governo utilizou de forma generalizada contra as passeatas, através do uso de bombas de gás e tiros de borracha. São métodos violentos similares aos da ditadura militar, com agentes infiltrados no movimento, e agora com perseguição e invasão das casas de vários ativistas.

Durante as Jornadas de Junho, a sede da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) já tinha sido invadida. As invasões que se iniciaram hoje pela manhã têm uma tendência a se ampliar para outros ativistas. Essa postura escandalosa do governo Tarso é mais um ataque aos movimentos sociais. Na semana passada, três professores foram presos de forma truculenta após uma manifestação e, agora, estão sendo indiciados pelo governo.

Nós, do PSTU, seguiremos lutando contra a criminalização dos movimentos sociais, e faremos uma denúncia implacável ao governo Tarso. Essa é uma tarefa do conjunto dos movimentos sociais na defesa de cada ativista e contra a repressão dos movimentos sociais.

Absurda ofensiva policial contra os ativistas de Junho!

NOTA DO JUNTOS/PSOL SOBRE A REPRESSÃO

Nosso camarada Lucas Maróstica, do Juntos, do Psol, ativista LGBT e do movimento estudantil, no DCE da UFRGS e na UNE, teve hoje pela manhã sua casa invadida e seu computador apreendido pela polícia. A acusação que embasa a ordem judicial é formação de quadrilha.
lucas
Essa ação de busca e apreensão da Polícia Civil trouxe nesse 1º de outubro de 2013 as piores lembranças do terrorismo de Estado.
Não é uma simples ação policial. É uma ação orquestrada contra os ativistas que estiveram em todas as passeatas de junho que sacudiram o país e acuaram a classe dominante. Assim como Lucas, Matheus Gomes, dirigente do DCE, militante do PSTU, teve sua casa vasculhada pela polícia na mesma ação. Outros movimentos e ativistas estão sofrendo a mesma agressão por parte das forças repressivas. Professores do Bloco de Luta foram presos na semana passada de forma arbitrária.
Seguindo à risca a cartilha das elites, primeiro ignoraram as passeatas. Depois criminalizaram na mídia. Em seguida, reprimiram duramente com bombas de gás, spray de pimenta e bala de borracha. Agora empreendem, com orientação política dos governantes e o respaldo judicial, uma perseguição implacável aos lutadores sociais.

Tarso Genro

O ataque às liberdades democráticas ocorridas hoje em Porto Alegre não são a alguns militantes. São um verdadeiro ataque às jornadas de junho. Podem perseguir milhares, mas não calarão milhões. Na luta contra o regime político da mentira, da corrupção, da repressão policial, da negação aos direitos do povo, nós seguimos lutando por outra sociedade possível e, cada vez mais, necessária.
Existem responsáveis políticos por esse dia.Tarso Genro está marcado como governo da truculência, repressão e violação de direitos básicos. Além de não cumprir suas promessas e ser parte do esquema da velha política, reproduz o jogo midiático da perseguição aos “vândalos”, que na ditadura eram chamados de “comunistas”, de “subversivos”. Mudam os rótulos, mas não mudam os métodos dos poderosos contra o povo mobilizado na luta por seus direitos.
Contra a violência do Estado responderemos com a luta incansável de milhões.
Nossa resposta não será isolada. Acreditamos que a única chance de conseguirmos vencer é empreender uma luta de massas, coordenado com o movimento social.
 Se tocam em um dos nossos, tocam em todos!
 Seguir nas ruas. Aumentar as passeatas. Jamais nos calarão!
Grupo de Trabalho Nacional do Juntos, 1º de outubro de 2013

 

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